FRANCISCO EURICO FRANCO ALBERTO


Francisco Eurico Franco Alberto (por alcunha “Xico Porras”) nasceu a 18 de Maio de 1942, na Ericeira, mas foi registado a 27 do mesmo mês. No BI consta a última data, contudo comemora o seu aniversário na data correcta. É filho de Felipe António Inácio (por alcunha “Galdera”; 1909- 1976) e de Emília Franco Alberto (1909-1995). Os pais tiveram onze filhos – «Era uma equipa de futebol», tendo atingido nove a idade adulta (Maria Cristina Franco Alberto, António Inácio, Manuela Alberto António (“Manã”), Maria Suzete Franco Alberto, Laurinda Franco Alberto, Aida Franco Alberto, Ana Franco Alberto e Antónia Franco Alberto). Em 27 de Julho de 1956, fez o exame da 3a classe com sucesso, aos treze anos. Em 1957, começou a andar no mar à pesca, na Ericeira, primeiro de moço, mais tarde, andou com o pai.

XICO PORRAS

Em 1958, Francisco Eurico frequentou a Escola Profissional de Pesca, em Pedrouços, durante dois períodos. «Aprendi muita coisa, ensinaram-me tudo ali, o ensino era bom. Na escola aprendia-se a navegar ao leme, a fazer costuras, a rede de arrasto, etc. Tínhamos aulas de marinharia, de natação, de ginástica, de vela. Tínhamos aulas durante todo o dia. A escola tinha um cavalo para ir buscar peixe, de quinze em quinze dias, ao frigorífico velho em Alcântara, para alimentação dos alunos, que tinha sido pescado pelos arrastões. Foi a partir da escola que surgiram os melhores pescadores para a pesca do arrasto em Cabo Branco».

Em 9 de Dezembro desse ano inscreveu-se na Delegação Marítima da Ericeira tendo-lhe sido atribuído o no 1.471, passando desde então a ser detentor da respectiva cédula marítima.

Em 1 de Abril de 1959, embarcou no lugre motor “Creoula”1, da Parceria Geral de Pescarias, com destino à pesca do bacalhau na Terra Nova e Gronelândia, com a categoria de “moço”. O navio demorou dezoito dias a chegar à Terra Nova, viajando sempre com mau tempo.

A companha do “Creoula” era constituída por sessenta pescadores, onze moços, um chefe dos moços, que distribuía o trabalho aos moços, capitão, imediato, cozinheiro e dois ajudantes, moço de câmara, para servir os oficiais, e um fugitivo. Ia sempre um fugitivo. Era um homem que ia clandestino e que só era descoberto a meio da viagem. A companhia depois regularizava a sua situação quando chegavam ao Canadá. Nesse ano, regressou a Lisboa em 24 de Outubro.

Na segunda viagem, Francisco Eurico saiu no “Creoula”, para a pesca do bacalhau, a 9 de Abril e regressou a Lisboa a 20 de Outubro de 1960.

Em 1959, na primeira viagem, a companha pescou cerca de 11.000 quintais de bacalhau, em 1960, na segunda, pescou cerca de 8.000 quintais, em 1961, na terceira, capturou 6.000 e tal quintais. «Foi sempre a morrer! Sempre menos peixe!»


Em 1961, na terceira viagem, embarcou como “pescador verde”. Saiu de Lisboa, no “Creoula”, a 7 de Abril e regressou a 16 de Outubro de 1961.

Um dia, quando a companha arriava o seu bote, o terceiro a ir para o mar, Francisco Eurico caiu à água. Perdeu o foquim2 e tudo quanto tinha. Até hoje! Nunca soube bem o que sucedeu. Arriaram mal o bote e este deve ter arriado só de um lado. Nesse dia, já não pode ir pescar. Os camaradas emprestaram-lhe vários artigos, para poder continuar a pescar durante a campanha. Conseguiu desenrascar-se assim e, na primeira oportunidade, quando chegou a terra, comprou os acessórios (incluindo o termo) que tinha perdido.

As tarefas dos moços consistiam em arriar e içar os botes, fazer limpeza a bordo e ajudar à salga no hino – compartimento do porão, onde era armazenado o bacalhau verde. Os moços não pescavam. Na Gronelândia, a companha levantava-se às 4h 30m, era sempre dia. Às 5h, o cozinheiro e os três ajudantes punham o pequeno-almoço na mesa – sopa de puré de feijão branco, pão, manteiga, café, leite, chá, cacau, peixe frito (bacalhau frito, alabote frito), umas vezes com cebola, em escabeche, outras sem cebola.

Cada um dos pescadores, depois de se abastecer de isco, passava pela cozinha, enchia o termo, recolhia os alimentos, colocava tudo dentro do foquim e ia para a pesca no bote. Os pescadores cortavam a isca congelada em pedaços, com luvas, para dentro de um balde. O navio levava, de Lisboa, 100T de lula congelada. O aparelho (“trole”) era iscado com lula e sarda. Quando acabava a lula, a companhia comprava sarda na Terra Nova. Diariamente eram distribuídos 6-7kg de isco a cada pescador.

Um dia típico de pesca iniciava-se assim: o capitão, após decidir o local de pesca, mandava largar o ferro e arriar os botes (dóris) ao mar. Os botes de bombordo eram sempre lançados desse lado, o mesmo se passava com os botes de estibordo. Os pescadores afastavam-se, para relativamente longe do navio, no seu bote à vela. Cada pescador levava onze linhas de pesca dentro da ceira. Uma linha de pesca tinha cinquenta anzóis, distanciados de braça a braça. Largavam o aparelho (conjunto de linhas) com um balão e um grapelim3, um “ferrinho pequeno”, em cada uma das extremidades da linha. O aparelho permanecia preso à borda do bote num ferro. Passado cerca de meia hora, alavam o aparelho.

Um pescador demorava, em média, duas horas a alar o aparelho – às vezes, o aparelho ficava “fixo”, preso à pedra no fundo; era também preciso safar os peixes dos anzóis, etc. Quando o bote ficava cheio de peixe, uma baleeira do navio, movida por um motor “Johnson”, ia recolher o peixe, pois o capitão estava sempre a observá-los com binóculos. Faziam dois ou três lances por dia. Geralmente faziam dois. Durante o tempo em que o aparelho pescava e enquanto esperava, o pescador pescava à azagaia com uma fateixa. Com esta técnica era possível apanhar seis e sete peixes pequenos de cada vez. Pescava também com linha de mão e isco. A quantidade de peixes capturados por estes processos era definida pelas seguintes expressões – “peixe a balde” (balde cheio), “peixe à sarreta4” (bote cheio pela sarreta, significa que a popa do bote estava cheia de bacalhaus), “peixe à proa”, (bote todo carregado, com cerca de 800kg de bacalhaus) “enfiadeira” (o peixe vinha enfiado pela guelra, sendo arrastado dentro de água, pois o bote vinha cheio, o que equivalia a cerca de 1.200kg de bacalhaus). A última classificação só era conseguida pelos “primeiras linhas”, os melhores pescadores de toda a companha do navio.

Francisco Eurico nunca chegou a “primeira linha”, nunca apanhou peixe para assim ser classificado. Só conseguiu carregar (encher) o bote duas vezes.

Na faina da pesca, o pescador começava por encher o bote pela proa. O bacalhau não tinha força nenhuma. Em seguida enchia a popa. À medida que alava a linha, esta era enrolada num cabedal que envolvia a proa do bote, a fim de ficar momentaneamente presa, enquanto safava o peixe do anzol. Os pescadores alavam as linhas com luvas de lã e “nepas”5. No início da campanha de pesca, a companhia dava doze ou treze “nepas” a cada pescador.


À tarde, cerca das 15h, o navio içava uma bandeira e dava duas ou três apitadelas para informar os pescadores que a pesca ia ser suspensa, pois o tempo estava quase sempre «de névoa». Os pescadores regressavam ao navio.

A companha, que estava a bordo, primeiro, ajudava na descarga do bacalhau dos botes, feita com ‘garfos’, depois metia os botes dentro. Em seguida, os pescadores iam almoçar – sopa de feijão com massa ou arroz, sempre boa sopa, pão e peixe cozido (bacalhau) com batatas, azeite e vinagre. A comida era boa. A tripulação tinha direito a carne (salgada de barrica) duas vezes por semana (Quarta-feira e Domingo). A carne era demolhada durante 24h. Após o almoço, a companha ia fazer a escala do peixe. Escalavam 250, 300, 400, 450 quintais de bacalhau ou por vezes nada – 1T ou 2T). Após terminarem a escala, lavavam-se, com água salgada, e iam jantar (chora, café, café com aguardente, chá, pão e manteiga). A água doce era utilizada só para beber, havia sempre água com fartura para beber.

As refeições eram todas como atrás se mencionou. À refeição, cada pescador tinha direito a uma caneca grande com 0,75cl de vinho tinto. O vinho era bom. «Mas eu nunca via entrar nenhum barril de vinho para dentro do navio! Um dia desconfiei. Mas que raio! Eu trabalhava a bordo. Via entrar farinha, chá, azeitonas, carne, azeite. Entrava tudo, em garrafões e em barris. Só não entrava vinho! No entanto estavam sempre a dar-nos vinho. Espreitei cá de cima, para o fundo do navio. Cheirava muito a vinho. Cheirava tanto a vinho e, apanhei-os a fazer o vinho. Faziam o vinho com pó, água e açúcar mascavado. O vinho era feito a martelo. Vinha fresquinho. Bela pinga! Ninguém morreu!» «A chora era uma porcaria, era feita só com arroz, peles e cabeças de bacalhau. A malta não gostava daquilo. Eu escolhia o feijão branco assado, bem cozido no forno, e fazia uma sopa.»

Certa vez, Francisco Eurico apanhou «muitas arraias, muitas arraias, algumas grandes», mas deitou todas fora. Da pescaria, só se aproveitava para além dos bacalhaus, os alabotes, que o capitão vendia em terra, no Canadá. «Era o capitão que fazia as contas. Ganhava muito dinheiro, mas depois dava-nos apenas uma ou duas dólares e, vai-te embora. Abençoado 25 Abril, se não fosse o 25 de Abril alguma vez eu tinha ganho dinheiro para comprar uma casa? Estava para aí a morrer de fome.»

«O navio ia a North Sidney meter isca. Depois íamos para norte, andávamos de roda. Íamos ao canal de S. Lourenço para apanhar rumo para a Gronelândia, perto da Noruega. Nunca fomos à Noruega, pois não nos deixavam pescar ali. Pescávamos nos grandes bancos da Terra Nova.

Na Gronelândia, o bacalhau era pequeno, todo pequenino, na Terra Nova os bacalhaus eram todos grandes (alguns chegavam a pesar 40, 50 e 60kg). O melhor bacalhau é da Terra Nova e da Gronelândia.

No Canadá, pescávamos mesmo à beira de terra. Quando o navio estava em terra, 15 ou 20 dias, saíamos todos os dias. As dólares que ganhávamos nos alabotes eram para isso. Íamos passear para o café, jogar ao “bowling”. Íamos às grandes superfícies, superfícies cheias de luxo. Víamos televisão a cores. Cá só havia televisão a preto e branco. Jogávamos futebol, como havia muitos navios, uns tocavam instrumentos. Eu tinha 17 anos. Arranjávamos namoradas, mesmo a bordo. Ficaram lá muitos filhos, então não ficaram! Só não fiquei lá por causa do regime do Salazar, se não tinha fugido, alguns fugiram, tiveram sorte, vieram depois cá já bem instalados na vida.»

O tempo útil de pesca era cerca de dois meses, pois a partir de 15 de Agosto vinha a noite na Gronelândia.

Quando estavam doentes iam para bordo do “Gil Eanes” após pedido feito pelo capitão. Recebiam e enviavam correio através Gil Eanes. Em três anos, nunca assistiu a nenhuma morte. Na Gronelândia, o navio abastecia água em Frederikshab.

Em relação ao valor do salário, sabia que receberia dinheiro, mas não sabia quanto é que ia ganhar. No dia de embarque recebeu 6.000$00, que entregou à mãe. Quando chegou recebeu mais 2.000$00 escudos.

A escola de pesca definia em que navio é que cada um dos alunos embarcava e dava um papel para ir levantar a roupa à Marinha, no Largo da Armada.

Francisco Eurico levantou a roupa fiada, sendo depois descontado o seu valor no salário. No saco, que ainda hoje conserva em casa, trouxe – dez camisas de castorina6, do melhor que havia, dez pares de caças de surro beco7, dez camisetas, dez ceroulas, dez cuecas, trinta pares de meias, dois pares de botas altas e luvas. A companhia também dava a bordo luvas sempre que fosse preciso. Dava muitos pares de luvas. As luvas gastavam-se muito durante a descarga do bacalhau dos botes com os garfos.

A farda de pesca era constituída por saia de oleado, chapéu de oleado e botas altas de borracha. Os pescadores mais velhos e experientes usavam botas de cabedal verdadeiro.

Na segunda viagem, como pescador verde recebeu 8.000$00 à saída e mais 1.600$00 à chegada. No Inverno desse ano, embarcou para a pesca do arrasto em Cabo Branco nos arrastões “Ilha de S. Vicente” (30.12.1961-02.01.1962) e “Bárbara Barata” (10.02.1962-09.04.1963), em ambos como moço.

Em 1963, dedicou-se à pesca artesanal na Ericeira. Fez um Verão no mar com o “Ti Guiné”, arrais da lancha “Januário Lucas”. A “Januário Lucas” era conhecida entre os pescadores pela alcunha “Carcaça”. Pescavam ao goraz, com duas linhas de cinquenta anzóis cada (“gorozeiras”). Lançavam uma linha por bombordo, e outra por estibordo. Engodavam bem a área de pesca. A linha tinha um chumbo grande (~0,5kg) na ponta e cinquenta anzóis em fila. Apenas uma única vez, a linha trouxe cinquenta gorazes, um peixe em cada anzol. Pescavam no “Mar das Ariosas”.

Entre 1964 e 1966 (durante vinte meses), fez o serviço militar na Marinha, tendo saído como 2o grumete de manobra.

Em 20 de Outubro de 1965, obteve a carta de marinheiro pescador na escola profissional de pesca. Voltou a Cabo Branco no arrastão “Santa Fé” como marinheiro pescador (14.02.1966-15.05.1967). Em 1968, Francisco Eurico casou, aos 26 anos, com Maria Argentina Bernardes da Luz Franco Alberto (16.03.1942-22.12.2006), de quem teve dois filhos – António, pescador artesanal na Ericeira e sucessor do pai, e Fernando, vendedor de peixe, por conta própria, com banca no mercado da Ericeira, que seguiu a carreira da mãe.

Embarcou no “Ilha do Corvo” (29.09.1967-09.05.1968); no “Ilha Brava” (12.10.1968-19.03.1969); e no “Alvor” (23.10.1969-04.02.1970).

Em Cabo Branco, os arrastões pescavam com redes inglesas e bacalhoeiras. Pescavam toda a qualidade de peixe que havia em Cabo Branco. Com a rede inglesa pescavam lagostas, marmota, cachucho dentão, tudo! Com a rede bacalhoeira capturavam peixe grosso (corvinas, garoupas, meros, chernes, pescadas) e peixe da fundura (safios), tudo! Andou em Cabo Branco com o Mestre Narciso (Narciso Neto Espada) da Ericeira.

Em 1970, como não ganhava quase nada na pesca em Cabo Branco, foi para a Holanda, onde embarcou como marinheiro no longo curso no “Juvalta”, navio de bandeira holandesa, pertencente a uma companhia suíça. Fez duas viagens com a duração de cerca de seis meses cada.

Entre 1972 e 1974, andou na pesca artesanal na chata “Faneca”8, de que era proprietário, sempre que regressava à Ericeira.

No final de 1972, Francisco Eurico ingressou na pesca costeira do arrasto. Andou no “S. Gonçalo” (29.11.1972-30.01.1973); no “Eduardo Lopes” (01.02.1973-12.09.1973); no “Silva Fernandes” (10.12.1973-04.02.1974); e no “Conceição M. Vilarinho” (13.02.1974-23.05.1974).

Em 22 de Outubro de 1974, fez exame, tendo obtido a carta de arrais de pesca local na Capitania do Porto de Cascais. Finalmente, embarcou no “Luso” (16.12.1974-02.05.1975). A norte pescavam até aos “Mares de S. Pedro de Fora” e “S. Pedro de Terra”, perto da Figueira da Foz e de Buarcos. A sul arrastavam até Portimão.

Em 1974, comprou o barco pequeno “Mar Lindo”9. Em 1979, adquiriu o “Toni Fernando”10. Até se reformar foi pescador artesanal na Ericeira.


Francisco Eurico reformou-se em 1998, deixando o “Toni Fernando” ao seu filho António. Hoje, segundo a malta que frequenta diariamente o adro da Capela de S. António, “Xico Porras” é o regedor do adro da referida capela. Passa aí longos períodos durante o dia, observando o mar e conversando amenamente com os camaradas da mesma arte e engenho. Não é homem de tabernas, nem de cafés. Nunca o consegui convencer a sentar-se à mesa comigo para beber um café num estabelecimento comercial da vila, e da única vez que o fez, serviu somente de companhia para uma agradável cavaqueira! Vai frequentemente à malhada.


Entrevista realizadas em sua casa na Ericeira em 17.08.2009, 26.09.2012 e por telefone em 23.01.2013.


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1 O lugre “Creoula” foi construído em aço nos estaleiros da “CUF” (“Companhia União Fabril”), em Lisboa, e lançado à água em 10 de Maio de 1937. Estava equipado com um motor “Benz” de 480 H.P. Tinha frigorífico, 57,57m de comprimento, 664,57T de arqueação bruta e 9.295 quintais de capacidade de pesca. Possuía quatro mastros com velame.

2Caixa cilíndrica de madeira com asa que servia para guardar a merenda, o tabaco e a aguardente, servindo também de banco. 3Fateixa especial com quatro braços flexíveis.

4Cada uma das peças que suportam os paneiros à ré do bote.

5Argolas de borracha que protegiam as mãos.

6 Tecido de lã, leve, macio e sedoso.

7 Pano grosso e áspero, bastante durável, semelhante ao burel, porém mais largo, fabricado no Alentejo e na Covilhã.

8 Em 16 de Setembro de 1972, Francisco Eurico comprou a chata “Abílio Praia” a José de Barros Casado e denominou-a “Faneca”. Tinha o no de registo E232L e 0,785T de arqueação bruta. Destinava-se à pesca costeira local da classe “O”, com aparelhos de linhas e anzóis e covos. Estava ainda licenciada para usar redes de emalhar.

9 Francisco Eurico comprou, em 11 de Julho de 1974, a lancha “Mar Lindo”, E238L, a António Murraças Gineto, pescador da Nazaré. O motor existente foi substituído por um da marca “Petter” de 10 H.P. Tinha 1,570T de arqueação bruta. Em Janeiro de 1979, vendeu-a para Sagres.

10 Francisco Eurico comprou, em 27 de Agosto de 1979, a embarcação “Toni Fernando” à Sociedade de Construção e Reparação Naval – Os Calafates de Peniche, Lda. Tinha 3,170T de arqueação, o no de registo E287-L e foi equipada com um motor “Petter Maclaren” de 20 H.P. (cavalos).






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